terça-feira, 5 de maio de 2009

Ignorancia.




Cairo, Egipto (PANA) - As autoridades egípcias continuaram o abate de porcos segunda-feira, apesar da reprovação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das Nações Unidas que declararam não haver nenhuma ligação entre o consumo da sua carne e o contágio da gripe Porcina. A operação de abate não decorre, contudo num clima sereno, pois milhares de criadores de porcos continuam a denunciar a medida, já que a OMS minimizou a responsabilidade destes animais pela propagação da doença. Domingo, centenas de criadores de porcos envolveram-se em confrontos com elementos da Polícia quando o abate começou, resultando no ferimento de 15 pessoas e na detenção de oito outras. Vários criadores tentam igualmente esconder o seu gado na preocupação de preservar a sua atividade. O Ministério da Saúde prometeu indenizar os criadores nesta operação, mas, tendo em conta promessas similares não honradas pelo Governo durante a epidemia da gripe aviária, os criadores tornaram-se cépticos. Na localidade de Moqattam situada nos arredores do Cairo, a população lançou pedras e garrafas à Polícia, que reagiu com disparos de granadas lacrimogêneas e balas de borracha. O Governo egípcio pretende exterminar os porcos do país, medida que, de acordo com os peritos das Nações Unidas, não é necessária. No Egito, os porcos pertencem essencialmente à minoria cristã para quem o abate dos porcos só faz inflamar as paixões religiosas, enquanto as autoridades afirmam tratar-se uma "medida preventiva contra a entrada da gripe Porcina no território nacional". Até agora, ainda não foi notificado nenhum caso de gripe suína no Egito. Surgida no México, onde ela fez uma centena de mortos, a epidemia da gripe suína continua a propagar-se pelo Mundo, com um primeiro morto nos Estados Unidos e novos casos confirmados na Europa.

José Saramago: Gripe suína e a morte da honradez

4 DE MAIO DE 2009 - 15h03

Não sei nada do assunto e a experiência direta de haver convivido com porcos na infância e na adolescência não me serve de nada. Aquilo era mais uma família híbrida de humanos e animais que outra coisa. Mas leio com atenção os jornais, ouço e vejo as reportagens da rádio e da televisão, e, graças a alguma leitura providencial que me tem ajudado a compreender melhor os bastidores das causas primeiras da anunciada pandemia, talvez possa trazer aqui algum dado que esclareça por sua vez o leitor.

Por José Saramago, em seu blog


Há muito tempo que os especialistas em virologia estão convencidos de que o sistema de agricultura intensiva da China meridional foi o principal vetor da mutação gripal: tanto da ''deriva'' estacional como do episódico ''intercâmbio'' genômico. Há já seis anos que a revista Science publicava um artigo importante em que mostrava que, depois de anos de estabilidade, o vírus da gripe suína da América do Norte havia dado um salto evolutivo vertiginoso. A industrialização, por grandes empresas, da produção pecuária rompeu o que até então tinha sido o monopólio natural da China na evolução da gripe. Nas últimas décadas, o setor pecuário transformou-se em algo que se parece mais à indústria petroquímica que à bucólica quinta familiar que os livros de texto na escola se comprazem em descrever… Em 1966, por exemplo, havia nos Estados Unidos 53 milhões de suínos distribuídos por um milhão de granjas. Atualmente, 65 milhões de porcos concentram-se em 65.000 instalações. Isso significou passar das antigas pocilgas aos ciclópicos infernos fecais de hoje, nos quais, entre o esterco e sob um calor sufocante, prontos para intercambiar agentes patogênicos à velocidade do raio, se amontoam dezenas de milhões de animais com mais do que debilitados sistemas imunitários. Não será, certamente, a única causa, mas não poderá ser ignorada. No ano passado, uma comissão convocada pelo Pew Research Center publicou um relatório sobre a ''produção animal em granjas industriais, onde se chamava a atenção para o grave perigo de que a contínua circulação de vírus, característica das enormes varas ou rebanhos, aumentasse as possibilidades de aparecimento de novos vírus por processos de mutação ou de recombinação. Que poderiam gerar vírus mais eficientes na transmissão entre humanos''. A comissão alertou também para o fato de que o uso promíscuo de antibióticos nas fábricas porcinas – mais barato que em ambientes humanos – estava proporcionando o auge de infecções estafilocócicas resistentes, ao mesmo tempo que as descargas residuais geravam manifestações de escherichia coli e de pfiesteria (o protozoário que matou milhares de peixes nos estuários da Carolina do Norte e contagiou dezenas de pescadores). Qualquer melhoria na ecologia deste novo agente patogênico teria que enfrentar-se ao monstruoso poder dos grandes conglomerados empresariais avícolas e ganadeiros, como Smithfield Farms (suíno e vacum) e Tyson (frangos). A comissão falou de uma obstrução sistemática das suas investigações por parte das grandes empresas, incluídas umas nada recatadas ameaças de suprimir o financiamento dos investigadores que cooperaram com a comissão. Trata-se de uma indústria muito globalizada e com influências políticas. Assim como o gigante avícola Charoen Pokphand, radicado em Bangkok, foi capaz de desbaratar as investigações sobre o seu papel na propagação da gripe aviária no Sudeste asiático, o mais provável é que a epidemiologia forense do surto da gripe suína esbarre contra a pétrea muralha da indústria do porco. Isso não quer dizer que não venha a encontrar-se nunca um dedo acusador: já corre na imprensa mexicana o rumor de um epicentro da gripe situado numa gigantesca filial de Smithfield no estado de Veracruz. Mas o mais importante é o bosque, não as árvores: a fracassada estratégia antipandêmica da Organização Mundial de Saúde, o progressivo deterioramento da saúde pública mundial, a mordaça aplicada pelas grandes transnacionais farmacêuticas a medicamentos vitais e a catástrofe planetária que é uma produção pecuária industralizada e ecologicamente sem discernimento. Como se observa, os contágios são muito mais complicados que entrar um vírus presumivelmente mortal nos pulmões de um cidadão apanhado na teia dos interesses materiais e da falta de escrúpulos das grandes empresas. Tudo está contagiando tudo. A primeira morte, há longo tempo, foi a da honradez. Mas poderá, realmente, pedir-se honradez a uma transnacional? Quem nos acode? Fonte: Blog de José Saramago. Tìtulo do Vermelho

Alerta: Gripe suína, porcina ou A.

Por causa de problemas com a comercialização de carne suína, a Organização Mundial de Saúde passou a chamar a doença de Gripe A. Nesta sexta feira o Ministério da Saúde informa a existência de 42 casos monitorados, mas ainda não “suspeitos” (só o Brasil inventou essa história), da gripe Influenza A-H1N1 e 4 casos efetivamente suspeitos. (devem ser mesmo). O site não assume nenhuma responsabilidade em como as matérias são utilizadas pelos internautas. Essas apresentam o ponto de vista do autor sobre o tema e não devem em nenhuma circunstância serem usadas para indicar ou sugerir qualquer tratamento. Não devem também substituir o diagnóstico médico ou tratamento da doença ou condição clínica. Se você sente algum sintoma procure imediatamente seu médico ou posto de saúde de sua região. Nossa preocupação no momento e uma pandemia mundial.  Que é o nome que damos para uma epidemia generalizada, que atinge muitas pessoas. É difícil de avaliar os riscos atualmente, não sabemos o número real de infectados. Por isso, a OMS classifica o risco de uma pandemia em estágios de alerta. Independente de este vírus causar uma pandemia, outro fator importante é a letalidade que ele pode atingir que, como disse, ainda não sabemos. Os cientistas ainda não descobriram a razão porque esta estirpe de gripe é letal no México, mas provoca sintomas ligeiros nos outros países onde se tem manifestado. A OMS aumentou a classificação do surto de Fase 3 (contágio entre animais e raro entre humanos) para fase 4 (transmissão entre humanos que pode causar surtos comunitários, aumentando o risco de uma pandemia). Fase 5 envolve transmissão entre humanos em pelo menos dois países na mesma região, um sinal de pandemia iminente. Fase seis, o máximo, é a fase de pandemia confirmada, com surtos comunitários em pelo menos um outro país fora da região citada em fase 5.

Influenza A H1N1 (Gripe Suína ou Porcina).

Os vírus influenza têm distribuição universal causando infecções sintomáticas e assintomáticas em várias espécies de vertebrados, incluindo uma grande variedade de aves, assim como suínos, cavalos, baleias, macacos e seres humanos. Os estudos filogenéticos dos vírus influenza A revelam que as aves aquáticas são as fontes dos vírus influenza para todas as espécies. No século passado, ocorreram três pandemias de vírus influenza A que causaram impacto significativo de morbidade e mortalidade em todas as faixas etárias, afetando principalmente crianças e adultos jovens. A detecção de vírus influenza aviária e suína em seres humanos abre a perspectiva de que os seres humanos possam ser hospedeiros desses vírus, o que permite o rearranjo de subtipos de vírus influenza, favorecendo o aparecimento de novas cepas com grande potencial pandêmico. A exposição direta do homem às secreções do animal contaminado pode resultar na infecção humana. Dra. Priscila Gomes.

Gripe A.

A influenza e suas complicações (principalmente as pneumonias) são responsáveis por um volume significativo de internações hospitalares no país. Clinicamente, a doença inicia-se com a instalação abrupta de febre alta, em geral acima de 38oC, seguida de mialgia, dor de garganta, prostração, dor de cabeça e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Com a sua progressão, os sintomas respiratórios tornam-se mais evidentes e mantém-se em geral por três a quatro dias após o desaparecimento da febre. Os vírus influenza são compostos de RNA de hélice única, da família dos Ortomixovírus e subdividem-se em três tipos: A, B e C, de acordo com sua diversidade antigênica. Os vírus podem sofrer mutações (transformações em sua estrutura). Os tipos A e B causam maior morbidade (doença) e mortalidade (mortes) que o tipo C. Geralmente as epidemias e pandemias (epidemia em vários países) estão associadas ao vírus influenza A. As principais características do processo de transmissão da influenza são: alta transmissibilidade, principalmente em relação à influenza A; maior gravidade entre os idosos, as crianças, os imunodeprimidos, os cardiopatas e os pneumopatas;  rápida variação antigênica do vírus influenza A, o que favorece a rápida reposição do estoque de susceptíveis na população; apresenta-se como zoonose entre aves selvagens e domésticas, suínos, focas e eqüinos que, desse modo, também constituem-se em reservatórios dos vírus. Outras informações podem ser encontradas no Guia de Vigilância Epidemiológica da Influenza/Ministério da Saúde. Os sintomas da Gripe, muitas vezes, se assemelham aos do resfriado.

Resfriado: que se caracteriza pela presença de sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreos superiores, como congestão nasal, rinorréia, tosse, rouquidão, febre variável, mialgia, cefaléia. O quadro geralmente é brando, de evolução benigna (2 a 4 dias), mas podem ocorrer complicações como otites, sinusites e bronquites, e quadros graves , de acordo com o agente etiológico em questão. Tem como principal agente causal os Rhinovírus (mais de 100 sorotipos), embora também seja comumente causado pelo vírus Parainfluenza, Coronavírus, Vírus Sincicial Respiratório, Adenovírus, Enterovírus. Há ainda outros agentes infecciosos, que podem causas sintomas respiratórios que simulam o quadro de resfriado, como Clamydia pneumoniae e Mycoplasma pneumoniae, Streptococcus sp. E agravos não infecciosos: umas séries de condições apresentam os principais sintomas de resfriado (tosse, congestão nasal, rinorréia, rouquidão e dor de garganta), a saber: a rinite alérgica (mais comum); a polipose nasal, a rinite atrófica, as alterações do septo nasal e a presença de corpo estranho em cavidade nasal.

Gripe Suína, Influenza, Porcina ou A.

Influenza: O vírus da Influenza é da família dos Ortomixovírus e é composto de uma estrutura de RNA de hélice única. Subdivide-se em três tipos: " A" , "B"  e "C", segundo sua diversidade antigênica. São altamente contagiosos e mutáveis, sendo o do tipo "A", o mais suscetível à mutabilidade. Os vírus do tipo A e B causam maior morbidade e mortalidade que o tipo "C", e são os de maior destaque para a saúde pública.

Reservatório: Os três tipos de vírus acometem humanos. O tipo "C" também infecta suínos e o do tipo "A", além de humanos e suínos, aparecem em cavalos, mamíferos marinhos e em aves.

Modo de Transmissão: A transmissão ocorre pelas vias respiratórias, quando indivíduos infectados emitem pequenas gotas de aerossol ao espirrar, falar ou tossir. Pode também ocorrer transmissão direta a partir de aves e suínos.

Período de Incubação: 1 a 4 dias.

Período de Transmissibilidade: Até dois dias antes e até cinco dias após o aparecimento dos sintomas.

Diagnóstico Diferencial: O diagnóstico diferencial da influenza inclui uma grande variedade de infecções respiratórias agudas de causas virais. Algumas se destacam como a provocada pelo Vírus Sincicial Respiratório e pelo Adenovírus. O quadro sintomático na influenza é mais intenso que em outras infecções, porém, em muitos casos, o diagnóstico diferencial apenas clínico torna-se difícil.

Diagnóstico Laboratorial: A coleta, transporte, processamento e armazenamento são fundamentais no diagnóstico da infecção viral. Duas técnicas são utilizadas para o diagnóstico da influenza: a reação de imunofluorescência indireta e cultura para isolamento viral. No caso do vírus do tipo "A", é essencial que seja feito uma tipagem completa para que ele seja introduzido na composição anual da vacina do hemisfério sul. A imunofluorescência indireta é realizada em laboratórios estaduais que utilizam um painel que indica a presença da influenza e de outros dois vírus respiratórios (vírus sincicial respiratório e adenovírus). A cultura é realizada somente para os casos de infecção do vírus Influenza, em um dos três laboratórios de referência nacional (Instituto Evandro Chagas/MS, Fiocruz/MS e Instituto Adolfo Lutz/SP), que também fazem a caracterização antigênica inicial, completada nos laboratórios de referência internacional da Organização Mundial de Saúde. As amostras clínicas devem ser coletadas até três dias do início dos sintomas para um melhor êxito no diagnóstico.

Tratamento: No estágio agudo da doença, repouso e uma boa hidratação são as principais recomendações. Os medicamentos antitérmicos podem ser utilizados, com especial atenção ao Ácido Acetil Salicílico, que não é aconselhável para crianças. Medidas de suporte intensivo serão necessárias em caso de complicações severas nos pulmões, a fim de evitar possíveis casos de pneumonia.

Vigilância Epidemiológica: Uma rede de unidades sentinelas, localizadas nas cinco macro-regiões brasileiras, é responsável pela vigilância de casos de infecção pelo vírus Influenza. Semanalmente, são coletadas amostras clínicas para efetuar exames laboratoriais e informados os atendimentos de Síndrome Gripal. Os casos são separados em três categorias. Casos suspeitos são de pessoas em estágio agudo da doença, com duração máxima de cinco dias com febre e pelo menos um sintoma respiratório, com ou sem outros sintomas. Confirmados são os identificados por exames laboratoriais. E descartados são os que têm resultado de exame negativo, em amostra colhida e transportada de forma correta ou se identificado laboratorialmente outro agente causador.

Notificação: A notificação da doença não é compulsória. Os dados das unidades sentinelas são informados por meio do Sistema de Informação da Vigilância da Influenza (SIVEP - Gripe) pela web. No entanto, as suspeitas de surtos deverão ser informadas à Secretaria Estadual de Saúde e à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Gripe porcina. suína ou A.

Durante entrevista coletiva, o ministro da Saúde garantiu que o Brasil está preparado para enfrentar a gripe suína. Mas José Gomes Temporão reconheceu que o aumento do nível de alerta, pela OMS, é preocupante; visite o UOL Notícias: http://noticias.uol.com.br. No Brasil, de acordo com o ministro José Gomes Temporão (Saúde), os dois casos suspeitos de gripe suína são de um morador de São Paulo e o outro de Minas. Outras 36 pessoas que tiveram sintomas da doença estão sendo monitoradas. São pessoas que chegaram de países onde a doença foi registrada e apresentaram algum dos sintomas da doença. Há pacientes sendo monitorados no Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Segundo o ministro, o Brasil tem matéria-prima para produzir medicamentos para o tratamento de até 9 milhões de pacientes contaminados com o vírus da gripe suína.

Sintomas: A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal. Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinada em laboratório. Osantigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos). O principal sintoma que caracteriza um possível caso de gripe suína é a febre superior a 38ºC. De acordo com o infectologista David Uip, 56, ex-diretor do InCor (Instituto do Coração) e atual diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, se não houver febre, a suspeita de infecção pela gripe suína está descartada.

"A pessoa que tem febre, 38ºC ou mais, e mais um ou mais sintomas como tosse, mal estar geral, dor no corpo, dor articular, coriza e olhos avermelhados. Se não houver febre, descaracteriza. Tudo nesse primeiro momento.”

 

 

Hospitais de referência para a gripe suína:

AC
Hospital Geral das Clínicas de Rio Branco (Rio Branco)

AL
Hospital Escola Doutor Hélvio Auto (Maceió)

AM
Fundação de Medicina Tropical (Manaus)

AP
Hospital de Clínicas Doutor Alberto Lima (Macapá)

BA
Hospital Otávio Mangabeira (Salvador)

CE
Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará (Fortaleza)
Hospital São José de Doenças Infecciosas (Fortaleza)

DF
Hospital Regional da Asa Norte (Brasília)

ES
Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Vitória)

GO
Hospital de Doenças Tropicais (Goiânia)
Hospital Materno Infantil (Goiânia)

MA
Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (São Luiz)

MG
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (Belo Horizonte)

MS
Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande (Campo Grande)
Pronto Socorro da Criança (Campo Grande)

MT
Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (Cuiabá)

PA
Hospital Universitário João de Barros Barreto da Universidade Federal do Pará (Belém)

PB
Hospital Universitário Lauro Wanderley (João Pessoa)
Hospital Alcides Carneiro (Campina Grande)

PE
Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (Recife)
Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Recife)

PI
Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela (Teresina)

PR
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (Curitiba)
Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná da Universidade Estadual de Londrina (Londrina)
Hospital Ministro Costa Cavalcanti (Foz do Iguaçu)
Hospital de Trabalhador da Secretaria Estadual de Saúde (Curitiba)

RJ
Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Rio de Janeiro)
Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Rio de Janeiro)

RN
Hospital Gizelda Trigueiro (Natal)

RO
Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Porto Velho)

RR
Hospital Geral de Roraima (Boa Vista)

RS
Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (Pelotas)
Hospital Nossa Senhora da Conceição (Porto Alegre)
Hospital de Clínicas de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre)
Hospital Universitário de Santa Maria (Santa Maria)
Hospital Geral de Caxias do Sul (Caxias do Sul)
Associação Hospitalar Beneficente São Vicente de Paulo (Passo Fundo)
Hospital Santa Casa de Uruguaiana (Uruguaiana)
Associação de Caridade Santa Casa do Rio Grande (Rio Grande)

SC
Hospital Nereu Ramos (Florianópolis)
Hospital Infantil Joana de Gusmão (Florianópolis)
Hospital Regional Lenoir Vargas Ferreira (Chapecó)

SE
Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Aracaju)

SP
Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas)
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP (Ribeirão Preto)
Hospital de Base da Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (São José do Rio Preto)
Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (São Paulo)
Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo (São Paulo)
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo (São Paulo)
Hospital de Infectologia Emilio Ribas (São Paulo)
Hospital Estadual de Bauru (Bauru)
Hospital Guilherme Álvaro (Santos)

TO
Hospital Geral de Palmas Doutor Francisco Aires (Palmas)

http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/assistir.jhtm?media=temporao-brasil-esta-preparado-para-enfrentar-gripe-suina-\\0402356ED4811346

http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/04023162CC811346.jhtm

Gripe A, porcina ou se quiser suína.

CAMPINAS - O Hospital das Clinicas da Universidade de Campinas (Unicamp) internou duas pessoas em observação como prováveis suspeitos da gripe suína nesta noite. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, eles não se encaixam nos casos suspeitos, mas apresentam febre e dores musculares e devem permanecer em observação para uma avaliação sobre evolução do quadro clínico. A notificação foi feita esta noite para a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa). Um dos casos é de um paciente que viajou para Orlando, nos Estados Unidos, e que manteve contato com pessoas moradoras de regiões atingidas pela gripe suína no México. Outro caso é de um homem que esteve em Cancun, no México, entre os dias 21 e 25 de abril. Os pacientes passam bem, mas, por precaução, estão isolados. O HC da Unicamp dispõe de 10 leitos preparados para dar assistência a doenças contagiosas. No Estado de São Paulo são nove unidades hospitalares com deste porte com um total de 150 leitos. Os quartos para receber os pacientes têm um sistema de descompressão de ar e impedem contato com a área exterior. Já temos um esquema montado e estamos preparados. Não é um momento de pânico - afirmou, o secretario de saúde de Campinas (SP) acrescentando que este momento do ano, com a troca de estação, é comum a ocorrência de resfriado e gripe. Viracopos: A enfermeira sanitarista Brigina Kemp, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Campinas, acrescentou que os funcionários do Aeroporto Internacional de Viracopos receberam orientações atualizadas sobre a gripe suína e quais procedimentos adotar se houver alguma ocorrência. Há um plano de contingência para isolar um suspeito da doença - disse. De acordo com ela, o risco em Viracopos está nos vôos oriundos de países com casos confirmados de gripe suína. Viracopos, apesar de não costumar receber vôos internacionais, é utilizado como pista de pouso para aeronaves desviadas do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Outro ponto preocupante é o fato de Viracopos ser um terminal com grande movimentação de mercadoria importada.

RIO - Numa força-tarefa semelhante às épocas de epidemia de dengue, os governos municipal, estadual e federal criaram terça-feira o Gabinete Integrado de Emergência para a Influenza Suína, mas apenas 10 leitos puderam ser disponibilizados de imediato num dos três hospitais sentinelas selecionados para isolar pacientes suspeitos de terem sido contaminados pela gripe suína. Para que o governo consiga aumentar o número de vagas, as cirurgias eletivas (que não têm urgência) já estão sendo adiadas. O governador Sérgio Cabral disse que o Rio – maior porta de entrada do país no exterior – terá como principal problema montar uma ampla rede de proteção, uma vez que não há conexões aéreas diretas entre Rio e México. Dez leitos com isolamento respiratório já foram disponibilizados no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (Ipec/Fiocruz) para receber pacientes com suspeita da doença. Doentes que atualmente ocupam outros 20 leitos do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastiäo (IEISS) começam a ser gradativamente transferidos para hospitais das redes municipal, estadual e federal. As três esferas de poder se comprometeram a liberar duas vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais das redes para que os pacientes do IEISS sejam transferidos e o instituto transforme-se em hospital sentinela. O mesmo deverá acontecer com outras 40 vagas do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Neste momento, as UTIs estão ocupadas com traumas ou pós-operatórios. Vamos ter de retardar cirurgias eletivas – explicou o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes. – Se houver necessidade, mais leitos já estão sendo preparados. Ninguém precisa ir a busca de medicamos ou usar máscaras, pois ainda não temos nenhum caso confirmado. Entre as medidas adotadas pelo Gabinete está ainda a disponibilização de duas ambulâncias exclusivas para transferência de possíveis pacientes do Aeroporto do Galeão para um dos três hospitais sentinelas. As equipes terão de usar máscaras com filtros para tratar os pacientes. Além disso, equipes das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde foram enviadas aos portos e aeroportos para reforçar a fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os profissionais de saúde também estão sendo capacitados para melhor diagnosticarem a doença por meio da realização de teleconferências com agentes de todo o estado. Os centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) do estado e do município atuarão em regime integrado de 24 horas recebendo informações dos hospitais da rede municipal, estadual, federal e particular. Diagnóstico difícil: O superintendente estadual de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Victor Berbara, destacou a dificuldade em se diferenciar a nova doença de uma gripe comum. É um trabalho de sensibilidade acurado, por isso estamos enviando técnicos aos portos e aeroportos – comentou. – Estamos seguindo à risca as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde. O governador Sérgio Cabral mostrou-se preocupado com a fiscalização. O problema maior do Rio é de controle, pois não temos conexões diretas com México, o que nos obriga a ter uma ampla rede de proteção – comentou. – O mundo inteiro está preocupado. Nós também já estamos tomando iniciativa, que deve ser integrada aos municípios e ao governo federal.

Gripe A, porcina ou quem sabe suína.

Felizmente o Dr. JOSÉ GOMES TEMPORÃO, 57, é o ministro da Saúde. Médico é mestre em saúde pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e doutor em medicina social pelo Instituto de Medicina Social da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). O Ministério da Saúde informa que, até as 19h30 desta terça-feira, acompanhava o estado de saúde de 20 pessoas que estiveram em países afetados pela gripe suína e já apresentaram algum sintoma da doença. Três delas estão no Hospital das Clínicas, em Minas Gerais. Outras quatro estão no Paraná. Há três pessoas monitoradas no Amazonas e outras três em Santa Catarina. Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Norte apresentam dois possíveis casos cada um. O Pará possui também um caso suspeito. A pasta ressaltou que, até o momento, não há evidências da circulação do vírus no Brasil. De acordo com o Ministério, todas as pessoas em observação estiveram em locais onde houve confirmação da doença. Nenhum paciente, segundo a pasta, preenche a definição de caso suspeito conforme os critérios estabelecidos pela OMS. Orientação – Em comunicado, o Ministério da Saúde afirmou que todas as recomendações da OMS estão de acordo com medidas já adotadas no país, "em especial aquelas referentes à não restrição às viagens internacionais e à orientação para procura de atendimento médico, no caso dos viajantes procedentes das áreas afetadas que apresentem sintomas compatíveis com a doença. Ainda não há casos confirmados no Brasil. Dr. Carlos Henrique Castro (CREMEB 7301).

Gripe A ou Suína ou Porcina.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aumentou o nível de alerta para a gripe A de grau 4 para 5 ( em uma escala que vai até 6 ) o que significa que o órgão considera que o risco de uma pandemia é ainda maior agora. O diretor-geral-assistente da OMS, Keiji Fukuda, afirmou que o aumento no nível de alerta sinaliza "um passo significativo em direção de uma pandemia de gripe", mas ressaltou "que ainda não atingimos este ponto". "Em outras palavras, neste momento achamos que demos um passo nesta direção (de uma pandemia), mas uma pandemia não é considerada inevitável", afirmou Fukuda. A decisão da OMS de aumentar o nível de alerta para 4 foi tomada após uma reunião de emergência de especialistas, que foi antecipada em um dia por causa de preocupações com o aumento do surto. O nível de alerta grau 4 sinaliza que o vírus está mostrando a capacidade de ser transmitido entre humanos, com a possibilidade de causar surtos em níveis comunitários. Segundo Fukuda, o vírus se alastrou muito, o que tornou a contenção do surto uma opção inviável. De acordo com ele, os países devem se concentrar em medidas para proteger suas populações. A Dra. Priscila Gomes autora de vários textos sobre esta virose, escrevera vários textos nestes sites sobre o assunto. Ela também é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia. Dr. Carlos Henrique Castro (CREMEB7301).

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